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A parceria entre o Google e a Walmart e o futuro do retail

Introdução:

Nos EUA, o Google fez uma parceria com a Walmart e já é possivel comprar milhares de produtos no Google Express e no Google Assistant, a plataforma de inteligência artificial, que é denominada Google Allo, e está disponível como App para mobile (Android), em PC, e no Google Home. O Google também criou a solução Purchase on Google (POG) para agilizar a compra de forma transversal nas suas plataformas online—Google Express, Assistant e Pesquisa.

Detalhes e implicações:

Duas das maiores empresas no mundo uniram-se contra as ambições da Amazon, que conquistou os seus clientes proporcionando-lhes uma experiência de compra linear, personalizada e acessível em múltiplas plataformas.    

Com o desenvolvimento de novos produtos e serviços online, a acumulação de dados pessoais conduzindo a uma experiência de compra mais gratificante e a expansão para o território do retail ofline através da aquisição da WholeFoods e a abertura das lojas Amazon Books, esta empresa ultrapassou o Google e ameaçava a liderança da Walmart.

Estas empresas vão partilhar os seus dados, criando uma base onde podem cruzar as informações dos utilizadores do Google com os hábitos de compra dos clientes da Walmart, procurando deste modo agilizar o processo de compra nas plataformas mobile e através dos dispositivos acionados por voz.

Os consumidores podem aceder á sua conta na Walmart através do registo no Google, e receber recomendações personalizadas, exatamente como as orientações disponibilizadas pela Amazon. As entregas das compras efetuadas com o Google Assistent são gratuitas, desde que sejam num valor superior a 35€.

No entanto, a velocidade a que a Amazon evolui é alucinante: em alguns locais nos EUA, um consumidor pode efetuar a compra de determinados produtos na aplicação mobile ou nos terminais de venda da Amazon e recolher o produto em locais específicos, cinco minutos depois: o Amazon Instant Pick-up!

Poderá o Google beneficiar rapidamente deste acordo? A Amazon detém 75% do mercado da IoT (Internet of Things), e pretende dominar, pelo menos no ocidente, o território das compras e dos serviços ativadas por voz. A ideia consiste em disponibilizar o Alexa em todos os eletrodomésticos e dispositivos eletrónicos, assim como nos automóveis, ligando e monitorizando os consumidores em tempo real, que ficam deste modo obrigados a usar os produtos e os serviços da Amazon. Relativamente a esta parceria, e apesar dos consumidores poderem apreciar a gama de produtos e o empenho nos preços competitivos, por parte da Walmart, não são esperadas grandes alterações nem resultados significativos que mudem este panorama das compras online.

Com esta parceria, o Google ainda não vai conseguir demonstra o seu empenho nos benefícios para os consumidores que usarem as suas soluções de comércio eletrónico. É precisamente com a experiência de compra, online e offline, que a Amazon conquistou a preferência dos consumidores, e está entre as posições cimeiras no ranking das marcas de retalho e de comércio eletrónico. Relativamente ao Google e á Walmart, não houve nenhuma integração dos respetivos serviços de apoio ao cliente, nem uma evolução da experiência da compra online. As duas empresas limitaram-se a integrar os dados do histórico de compras. Relativamente á possibilidade de usar a voz para efetuar compras, o Google Assistent ainda não consegue sequer apresentar os produtos pesquisados….

Sumário

No entanto, apesar destas reservas, ao juntar o alcance do Google Assistant, em termos de aplicações instaladas, e que ultrapassa o número de dispositivos Amazon Echo, com a dimensão do retalho e do comércio eletrónico da Walmart, estão reunidas as condições que vão, um dia, revolucionar a experiência de compra, e dar ás marcas a oportunidade para interagir, em escala, com os seus clientes através de novos formatos áudio. Ainda não há informações sobre a possibilidade de incluir Publicidade neste ecosistema, mas as marcas devem preparar-se para ativar o diálogo com os seus alvos nestas plataformas, através de formatos áudio inovadores. Espera-se que em 2018, cerca de 30% do diálogo entre os humanos e os dispositivos eletrónicos seja efetuado com aplicações ativadas por voz. Prevê-se que em 2020, cerca de 200 milhões de pesquisas sejam efetuadas com recurso à voz. Para contextualizar esta dinâmica, podemo-nos recordar da velocidade de adoção das ferramentas de pesquisa do Google, por exemplo. Para ter relevância neste ecossistema em rápida emergência, as marcas devem desenvolver estratégias focadas na interação pela voz e com formatos áudio inovadores, e que serão implementadas através da criação de conteúdo e na pesquisa paga, em vez de considerar a voz como apenas mais um formato.

Por exemplo, se um consumidor pedir ao Alexa ou ao Google Assistent para comprar produtos da Lactogal, poderão estes dispositivos, conhecendo todo a pegada digital daquele consumidor, e recebendo as campanhas de performance via Xaxis, usar a sua própria inteligência artificial para dizer que não, e recomendar uma marca da concorrência que está em promoção?